terça-feira, 20 de agosto de 2019

          HISTÓRIA DA PROCLAMAÇÃO                DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

A proclamação da Assunção de Maria, não é considerada muito antiga. Mesmo assim, a Assunção já era aceite pelos cristãos desde o tempo dos Apóstolos. No século XIV, em Portugal,um facto notável aumentou a fé a Nossa Senhora da Assunção.
Dias antes da festa de 1385, os Castelhanos, com a intenção de tomarem o poder, realizaram uma invasão a Portugal para impedir que o Mestre de Avis, que viria a ser Dom João I, fosse o sucessor do Rei Dom Fernando, que teve uma morte prematura e não deixou um herdeiro para o trono. O Reino invasor, desejando conquistar Portugal, já tinha atravessado a fronteira quando Dom João implorou a protação da Virgem Maria e prometeu construir um imponente Templo em homenagem a Maria, caso os Portugueses obtivessem sucesso na Batalha.
Nossa Senhora atendeu seu pedido,

e Portugal foi salvo.
Dom João I demonstrando sua gratidão, mandou que todas as Catedrais de Portugal fossem consagradas a Nossa Senhora da Assunção, ordenando também que fosse construído o Convento da Batalha.      

sexta-feira, 26 de julho de 2019

                                      O QUE ESTAMOS A FAZER AOS NOSSOS AVÓS?


Merendava eu numa confeitaria, quando o empregado me confidenciou que tudo fora  liquidado por uma senhora, que se encontrava no fundo do salão. Estupefacto ergui-me para ver quem era a senhora para lhe agradecer a generosidade, quando uma velhinha se dirigiu até mim.
Era uma antiga colega de trabalho. No curto diálogo que travei, fiquei a conhecer que ficara viúva.
Vivera meses de solidão, rodeada de tristes recordações.
Contaram-lhe que existiam religiosas que acolhiam idosas, cobrando parte  da pensão. Procurou e acabou por entrar numa dessas casas. Estava feliz. Tão feliz, que praticamente era uma delas.
Não que as irmãs a incentivasse mas sentia-se bem em participar em todas as devoções que faziam.
Mas nem todos os idosos têm igual sorte: ou porque a pensão é muito baixa, ou porque não têm outro remédio senão entrar num lar de fraca qualidade.
Uma senhora viúva que, vendo-se sem o carinho dos filhos, resolveu ir para uma residencial.Passado algum tempo, « comprou» o quarto, tendo para isso, vendido o apartamento em que vivia.
Decorridos meses, verificou que se tinha enganado. Não gostou do convívio, da comida, nem da forma como a tratavam. 
Decidiu sair; mas não lhe devolveram o dinheiro. Rapidamente verificou que perdera tudo o que possuía. Alugou então, um pequeno apartamento mobilado e está agora em pior circunstâncias,
 
do que antes.
Escolher um lar não é tarefa fácil, tanto mais que a maioria não tem possibilidade de voltar atrás, já que praticamente entrega tudo que tem à administração, ficando à mercê desta.
Para que assim não aconteça seria vantajoso, haver a possibilidade de transferência de residencial, sem despesa para o utente. Seria bom que as ordens religiosas que possuem grandes espaços, abrissem a troco de módicas quantias, as instalações a idosos. Seria rendimento para a Casa e uma obra de caridade. Outrora os avós eram figuras estimadas, imprescindíveis para a felicidade dos netos. Actualmente, ou por falta de espaço ou falta de tempo, os filhos atiram os pais para lares e residências, como eufemisticamente se apelidam os antigos asilos.
Receio que chegará o tempo em que a sociedade incentivará a eutanásia, para se livrar dos idosos de baixos recursos, do mesmo jeito que hoje matam o nascituro, porque os pais não podem cuidar dele e o Estado não quer encargos com sua educação.

 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

           
       «DIALOGAR COM NOSSO PAI DO CÉU»


                    Aqui me tens Senhor, a desabafar conTigo!
                    preciso que me ouças, preciso de Te ouvir.
             Todo me parece distante, tudo me parece estranho;,
             não consigo compreender-me,não sou capaz de me aceitar.
             Sinto-me só e vazio,afogado em dúvidas e incertezas.
              Perdi a força de lutar, a alegria de caminhar, a coragem de                vencer.
               Acalma senhor, a tempestade, desperta Senhor em mim                a esperança, abre-me a um novo dia.
               Ajuda-me a acreditar que neste momento difícil,Tu estás
               presente e me acompanhas.
               Nas Tuas mãos me abandono,entrego-me à Tua fidelidade.
               Na Tua Palavra lançarei as redes...
               E amanhã... encontrarei a paz e alegria, a luz e a coragem.
               Começarei então nova etapa ConTigo a meu lado! 


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

     SÃO SEBASTIÃO DEFENSOR DA IGREJA


São Sebastião confessor daqueles que eram presos, nasceu em Narbone; os pais eram oriundos de Milão na Itália, no século terceiro. Recebeu a graça do Santo Batismo e zelou  por ele em relação à sua vida de cristão.
Ao entrar para o serviço do Império como soldado, não demorou muito tempo, a tornar-se o primeiro Capitão da guarda do Império. Sebastião grande homem de Deus, ficou conhecido por ser um cristão exemplar, pois sem que as autoridades soubessem nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos, porque o imperador adorava os deuses, Enquanto os cristãos adoravam as três pessoas da Santíssima Trindade. Esse mistério levava-o a consolar os cristãos perseguidos que eram presos de maneira secreta mas muito sábia.
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à sua própria vida.
Sempre teve o desejo de se tornar mártir para agradar a Deus. Um dia foi denunciado e o Imperador mandou chamar para lhe dizer que estava muito decepcionado com atitude dele, e que se sentia traído. Mas São Sebastião defensor da verdade no amor apaixonado a Deus, e com a sabedoria do Espírito Santo,disse que o melhor para o Império era denunciar o paganismo e a injustiça. O Imperador com o coração fechado, mandou-o prender a um tronco de uma árvore e  recomendou que lhe atirassem muitas flechas sobre o corpo dele até ao o matar. Entretanto uma mulher de um mártir conheceu-o, aproximou-se dele, e percebeu que ainda estava vivo. Ela tratou-lhe as feridas. Quando recuperou apresentou-se ao Imperador pois queria o seu bem e de todo o Império.Evangelizou , testemunhou, mas dessa vez no ano 288, foi duramente martirizado até à morte.
SÃO SEBASTIÃO ROGAI POR TODOS OS MÁRTIRES DE TODO O MUNDO AMÉM.  

sábado, 8 de dezembro de 2018

COMO SE TORNOU NOSSA SENHORA A VERDADEIRA SOBERANA DE PORTUGAL

Desde o nosso primeiro Rei D. Afonso Henriques- um grande devoto de Nossa Senhora e que fez várias concessões a Santa Maria Bracarense, como tributo pela ajuda concedida na manutenção do seu território, engrandecimento pela Catedral de Braga elevando-a à categoria de templo nacional passando deste modo, Santa Maria de Braga a Padroeira do Território Portucalense que todos os Reis da I. dinastia praticaram o seu culto, agradecendo-lhe o auxilio prestado para a manutenção da independência do novo reino.
D. Nuno Alvares, Condestável do reino por ser devoto da Virgem Santa Maria, que respondeu às suas preces em Valverde, mandou construir  a igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa,e encomendou para o efeito em Inglaterra, a imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Quando ingressa no Convento do Carmo em Lisboa como irmão leigo, usa apenas o nome de Frei Nuno Alvares Pereira de Santa Maria.
Mas foi após a Restauração de 1640, com D João IV, que se verifica um grande  impulso na devoção à Nossa Senhora da Conceição, por todo o País. No dia 8 de Dezembro Frei João de São Bernadino, ao pregar na Capela Real de Lisboa na presença do Duque de Bragança,termina o sermão com uma solene promessa: Seja assim Senhora, seja assim; eu vos prometo em nome de todo o Reino, que ele agradecido levante um Trepheo a Vossa Imaculada Conceição que vencendo os séculos, seja eterno monumento da Restauração de Portugal.
Em 25 de Março de 1646, o Rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da independência em relação a Espanha. Foi até à igreja de Nossa Senhora da Conceição, ofereceu a coroa Portuguesa a Nossa Senhora, cocando-a a seus pés proclamou-a Padroeira de Portugal.
O acto da proclamação alargou-se a todo País, como o povo a celebrar, pelas ruas, assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, por isso desde este dia, mais nenhum Rei Português usou a coroa na cabeça, direito que passou a pertencer apenas à Nossa Senhora.Em cerimonias Solenes, a coroa passou a ser colocada em cima de uma almofada, ao lado do Rei. Um


facto extraordinário e único no mundo.
Em 1648 D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e de prata que correram como moeda, em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição Coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris  Rgni. Foi com duas destas moedas em ouro que o Rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.
A partir dessa altura é feita todos os anos no dia 8 de Dezembro dia da Imaculada Conceição Padroeira de Portugal uma peregrinação ao Santuário.
O Papa São João Paulo II visitou o Santuário de Vila Viçosa durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de Maio de 1982.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

                       CORUJA E O FALCÃO



Certo dia, um homem que estava a orar numa Igreja, levantando os olhos, viu uma coruja junto à janela  e reparou que a coruja não se movia, parecendo que se estalava ali. No dia seguinte a coruja lá estava e assim como nos dias que se seguiram. O homem começou a interrogar-se acerca de como teria vindo a coruja parar ali. De tanto a observar, notou que a ave era cega. Até que um dia, viu um falcão entrar na Igreja com algo no bico...Eram algumas minhocas ou algum inseto, que serviam de alimento à coruja. O homem ficou maravilhado. O falcão entrava na Igreja para alimentar a coruja da mesma forma que faria com um dos seus filhotes.
Imediatamente o piedoso do homem começou a louvar o Senhor e a questionar-se sobre a razão de tamanho milagre... Jesus diz que Deus cuida até dos pássaros com um cuidado de um pai. Sentiu enorme consolação ao pensar em um Deus amoroso, que coloca um falcão para cuidar de uma mísera coruja. E interrogou-se: "O que não  faria Deus por mim "? Sentia o coração vibrar ao perceber que Deus também cuidava dele com o mesmo carinho com que cuidava daquela ave... No entanto, a sua consolação também lhe trouxe a emoção interior de que Deus lhe revelava algo único.
Refletiu e decidiu vender tudo o que tinha e colocar-se ao único cuidado do Senhor...
Ponderou que era agarrado de mais aos seus bens e que Deus o chamava para viver uma vida de pobre, dependendo unicamente da providência divina, pois ele valeria mais que milhões de corujas.
Então saiu de sua casa,e colocou-se como mendigo na porta da mesma Igreja que costumava frequentar. No entanto, começou a ter dificuldades. As pessoas que o tinham conhecido como rico comerciante, não  entendiam qual razão de ele estar agora ali e alguns até  achavam que ele tinha enlouquecido; não lhe davam esmolas e ele começou a passar fome.Desolado e entristecido, pensava que Deus o tinha abandonado... Renunciara a tudo para viver da providência de Deus e Deus não aceitou a sua renúncia.
Procurou um sacerdote a quem revelou a sua desolação. O sacerdote perguntou-lhe:
_Voçê tem a certeza que foi Deus quem lhe pediu para viver como mendigo?
_Claro,a experiência com a coruja mostrou-me  que Deus cuida de quem precisa, eu não tinha que duvidar! respondeu convicto.
O sacerdote olhou-o serenamente e com muita compaixão perguntou-lhe:
_Voçê tem a certeza de que Deus o chamava a ser coruja?... Não o estaria a chamar para ser falcão???...
  É claro que Deus  chama-nos para sermos falcões, libertando pessoas, levando amor, consolo e sustento. É claro que Deus nos trata como à coruja, mas chama-nos para sermos como o falcão.
Se um dia decidires assumir o papel de falcão, Deus conduzir-te-á exatamente onde há uma coruja para tu alimentares.